A elaboração deste Blog agora irá refletir a respeito das questões que desenvolvemos no Grupo de Estudo de Museologia, Arte e Patrimônio da Universidade Estadual Vale do Acaraú, é claro que as vivências relativas à trabalhos exposições vão surgir com a participação dos meus colaboradores que cada vez são mais preciosos. GEMAP/UVA Coordenação Regina Raick Vinculado ao Curso de História
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
domingo, 9 de outubro de 2016
Refletir a educação
A verdade é que a minha geração (nasci em 1961) e a geração logo anterior a minha imaginou que depois de viver o AI5 nunca mais voltaria a enfrentar a opressão, a violação aos nossos direitos básicos de construir e um mundo de acordo com ideais e dentro da pluralidade sonhada desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Parece que tudo não passa de ilusão.
A sociologia nos tem revelado o quanto somos incautos. Não percebemos que a perda da liberdade é de todas a maior arma que os opressores têm contra a população, que a educação enquanto instrumento de conscientização é perigosa para as complicadas teias de poder alicerçado na exploração de mão de obra barata, na inadvertida crença de que há certo e errado ... Os teóricos nos fizeram estudar tudo isso e como as lições de Maquiavel os "Príncipes" as colocam em prática... assim ao longo deste último pequeno século lutamos arduamente para fazer valer os Direitos Humanos, os princípios de equidade, fraternidade e solidariedade, tentamos plantar no coração dos homens as sementes da paz.Teremos fracassado?
Teremos ao estudarmos e difundirmos as lições de Sociológos, Filósofos, Pedagogos, Humanistas enfim, feito mal irreparável ao Ocidente Cristão, temente, consciente, materialista, individualista e se tornando ególatra?
Teremos em busca do justo, plantado o injusto?
Não quero defender ninguém mas não posso imaginar que tudo em que fui levada a acreditar e que por tudo que tenho trabalhado minha vida toda tenha chegado a isso! Intolerância e Intransigência.
A LDB de 1996, uma carta aberta aos processos democráticos e de igualdade ultrajada por uma Lei Provisória que desmantela o sistema educacional ... uma vez iniciado o processo de desmobilização do conhecimento, este jamais será recuperado. Livros, métodos, ideias e ideais transformados em lixo porque serão: incinerados os livros, calados os professores que auxiliam a criação de ideias, a abertura de mentes e olhos... reificados serão os ignorantes, os cegos de espírito, os autômatos do poder...
Sem termos ainda compreendido como, ficamos sem Presidente da República Brasileira (impeachment sem culpa ou real comprovação), seu interino destrói por tolice, inconsciência, ignorância, perseguição ou pura maldade, a possibilidade de milhões de cidadãos construírem seus futuros. A ortodoxia ( no seu sentido mais negativo) nos joga de volta a intransigência de uma era Vitoriana que nunca tivemos, a Inquisição (que só vimos de forma ligeira) mas a vivência real e ainda em nossas memórias dos processos do Ato Institucional nº5!
O medo de dizer o que pensa,o medo de pensar,
medo de cantar,
medo de ser o que se é,
medo do medo,medo de ter esperança,
medo do amigo,
confidências inconfessáveis,
silêncio!
Não poder ler,não poder ver,
não poder pensar,
não poder...
Silêncio,cala,
atrofia,
mata.não quero deixar de herança camisas de força, enforcados,
Não quero imaginar que não há ciência e que a Ciência se esvai entre mãos de ignóbeis poderosos bastardos do saber, do pensar, do ser ...
Quero ver e ouvir o grito da liberdade, da independência, da autonomia dos povos, da autodeterminação!
Me desculpem,
sou professora,
acredito no que sou e no que faço!
domingo, 2 de outubro de 2016
Tendências Contemporâneas
Dentro de alguns dias começaremos a refletir sobre a orientação do Roberto Galvão sobre as Tendências Contemporâneas nas Artes Visuais. Andei fazendo minha pesquisa e revendo anotações, observações, pesquisando através do ciberespaço... enfim tentando ver do que se tratar fazer arte aqui e agora...
De fato: não sei bem. Em uma primeira visita parece que nada mudou muito desde os anos 80, mas lá se vão trinta e tal anos... o que sentia então era um certo desconforto ao perceber que os meus colegas de sucesso em sua maioria pareciam que tinham deixado de saber desenhar, pintar, usar os materiais básicos, quando não pareciam realizar trabalhos cheios de gratuidade, sem reflexão de certa forma oportunista... a verdade é que muitos dos meus colegas de então se perderam no caminho e hoje ninguém sabe o que fazem... desapareceram.
A arte e a produção artística é assim: quem não tem conteúdo se perde no passar do tempo ou como diria o poeta nas areias.
Hoje muita coisa se faz, ou talvez a divulgação é extraordinariamente maior, muito do que conclamamos é arte efêmera e arte pública, as relações entre espaço e tempo se estreitam na medida em que a produção artística se faz tanto pela execução da obra quanto por sua documentação. As relações estreitas entre tecnologia, principalmente a informatização, os processos digitais e virtuais de construção parecem dominar, ao mesmo tempo somos confrontados com o gigantismo na arte em contraposição aos espaços que habitamos.
Isso me leva a outra trama de indagações: as galerias?
A arte continua a ser produto de consumo?
Onde e como esse mercado opera?
Questões pertinentes para os sonhos dos jovens artistas e produtores, espero que teremos respostas que não sejam as de nos dizer que temos que entrar no jogo do marketing e passarmos a ser "industria criativa" ... operários da arte.
Imagem atribuída ao Bansky retirada da internet... sem informações.
domingo, 25 de setembro de 2016
Outros Tempos, novos procedimento
Outros tempos, novos procedimentos ....
As vezes precisamos ser chamados a atenção de que não divulgamos o que fazemos....
Estranhamente toda vez que me chamam para opinar sobre eventos e processos de divulgação chamo a atenção ao fato de que precisamos nos adaptar e principalmente usar/usufruir do que a contemporaneidade tem a nos oferecer.
Qual o meu pecado pessoal, não faço o que prego.
Nas próximas semanas vou tentar colocar aquí o registro de algumas práticas pedagógicas que tenho trabalhado nestes últimos 3 a 4 anos, estas experiências são fruto do convívio com um Artista Educador de primeira grandeza: Roberto Galvão Lima.
Artista Plástico toda a sua vida profissional, gravador (mestre na xilogravura), Historiador por formação acadêmica, Arte Educador por sua prática generosa de oferecer os caminhos a quem os busca e pela formação junto a Professora Doutora Ana Mae Barbosa, mas fundamentalmente por criar projetos como Olhar Aprendiz e a ECOA - Sobral, onde tenho vindo a trabalhar ao seu lado acredito que impulsionando jovens e alguns nem tanto assim a alçarem vôo na busca de sua realização criativa.
Assim irei publicar o relato do que temos feito nos cursos de História da Arte (ECOA), Experiências Museológicas (UVA), Educação Patrimonial (UVA), Montagem de Exposições (ECOA), o Programa Vidas em Ascensão ( ECOA/PETROBRAS ).
As vezes precisamos ser chamados a atenção de que não divulgamos o que fazemos....
Estranhamente toda vez que me chamam para opinar sobre eventos e processos de divulgação chamo a atenção ao fato de que precisamos nos adaptar e principalmente usar/usufruir do que a contemporaneidade tem a nos oferecer.
Qual o meu pecado pessoal, não faço o que prego.
Nas próximas semanas vou tentar colocar aquí o registro de algumas práticas pedagógicas que tenho trabalhado nestes últimos 3 a 4 anos, estas experiências são fruto do convívio com um Artista Educador de primeira grandeza: Roberto Galvão Lima.
Artista Plástico toda a sua vida profissional, gravador (mestre na xilogravura), Historiador por formação acadêmica, Arte Educador por sua prática generosa de oferecer os caminhos a quem os busca e pela formação junto a Professora Doutora Ana Mae Barbosa, mas fundamentalmente por criar projetos como Olhar Aprendiz e a ECOA - Sobral, onde tenho vindo a trabalhar ao seu lado acredito que impulsionando jovens e alguns nem tanto assim a alçarem vôo na busca de sua realização criativa.
Assim irei publicar o relato do que temos feito nos cursos de História da Arte (ECOA), Experiências Museológicas (UVA), Educação Patrimonial (UVA), Montagem de Exposições (ECOA), o Programa Vidas em Ascensão ( ECOA/PETROBRAS ).
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| Aula de Montagem de Exposições (ECOA) |
Exposição ECOA no North Shopping Sobral
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Como chegamos a criar Experiências Museológicas
O tempo passa muito rápido!
As disciplinas de Prática Museológica e Ação Educativa em Museus está na sua terceira versão, já se passaram 5 anos, 10 semestres em que a cada novo momento se faz uma avaliação. Observa-se e dentro de nossos recursos e limitações se tenta adequar as realidades, atender aos desafios, superar impasses, conquistar novos espaços.
As primeiras exposições realizadas aconteceram dentro do espaço do CCH, estávamos em casa e tudo se tornava mais modesto especialmente porque o esforço para esta apresentação se limitava a duas horas.... Dias pensando, reunindo materiais, a pesquisa , a execução de um projeto museológico capaz de ser apresentado com os recursos existentes adequados as realidades de escolas e de alunos. Como a professora da cadeira, acredito que não devemos apresentar o que não somos capazes de realizar, temos que ser realistas frente as nossas aptidões, acreditar no potencial criativo destes que serão os educadores do e para o futuro.
A experiência traz o reconhecimento e a valorização da realidade, preparar uma exposição pequena ou grande e a sua ação educativa é em si mesmo um processo pedagógico de formar públicos, criar a consciência no professor. A educação se faz a todas as horas e em qualquer lugar mas é preciso que nós enquanto agentes destes processos os conheçamos e os incorporamos em nossas práticas.
Queremos estimular a criatividade, queremos ter uma boa cotação (rating) educativo mas não estimulamos o olhar para além do quadro branco, da sala de aula, dos muros das escolas.
Secretários de Educação, Prefeitos, Diretores de Escolas, Professores, Alunos não devem pacificamente aceitar que não há verba para a visita ao museu, a ida ao jardim, conhecer o teatro ou assistir uma peça musical, a cultura não é lazer nem divertimento, não é preenchimento de tempos livres, a cultura é a experiência que se transforma em aprendizado, em vida, em consciência.
Hoje sinto muito orgulho como professora, meus alunos, (é claro que nem todos de verdade só por obrigação), aceitaram o desafio e mais uma vez (a segunda), vão ocupar um espaço nobre, digno de seu esforço e criatividade. Experiências Museológicas, ocupará o segundo andar da ECOA, nesta edição serão 22 trabalhos, divididos por quase 90 alunos.
Esta postagem é uma explicação e um convite do que vai acontecer.
Março dia 2, 2016.
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