2019 Uma história que continua
O tempo passa e os desafios sejam ele de que natureza se manifestem continuam a se manifestar. As Experiências Museológicas têm múltiplos tipos de desafios:
1. incentivar jovens futuros professores a pensar e vivenciar os museus, o patrimônio e o próprio conhecimento como algo a ser apresentado e que está de modo difuso nos locais menos esperados;
2. que ao apresentarmos aos públicos qualquer coisa, tema ou objeto estamos também produzindo conhecimento ou o reproduzindo e o interpretando;
3.que podemos através de nossas ações gerar acessibilidade cognitiva em todas as áreas uma vez que a transposição didática se pode fazer sempre que haja conteúdo;
4. incentivar e promover o exercício da ação criativa, torna-los cientes de que são imitados por zonas de conforto que devem ser vencidas.
Depois há outros tipos de desafios:
1.realizar as exposições e produzir ações educativas sem orçamento de apoio para isso;
2. criar e ocupar espaços que nem sempre estão adequados para receber este tipo de atividade ;
3. buscar apoios institucionais e não só para a realização deste empreendimento;
4. tratar com equanimidade a todos os grupos, temas e trabalhos, sendo que somos humanos e inconscientemente tendemos a privilegiar... ;
5.obter e ou produzir os meios para que a exposição se dê de forma otimizada;
6. potencializar a visitação e frequência de modo a se tornar uma experiência pertinente para todos e um contributo para a formação de públicos.
7. .... infinitos são os desafios!
Bem estamos frente a desafios, tensões, problemas reais e imaginários. Há uma certeza: a de que desejamos e estamos fazendo o máximo para realizar esta exposição que pretendemos ser mais um evento do que qualquer outra coisa.
Programamos:
6 a 12 de Agosto a montagem das exposições (serão 18)
13 de Agosto será Abertura e a avaliação das Experiências Museológicas
14 de Agosto será a exibição dos curtas relativos ao Patrimônio Regional
15 de Agosto será a avaliação das Ações Educativas relacionadas à 7 exposições.
Como e porque se chegou a esse formato?
Uma das coisas que sempre me incomodou como professora de ensino superior foi o esforço que os alunos têm para obter conhecimento e técnicas e a sua reclusão ao âmbito da sala de aula ou do grupo acadêmico restrito. Acredito que quanto maior a interação comunidade - academia mesmo que a saída dos limites dos muros não aconteça, melhor estaremos desempenhando o nosso papel educador.
A museologia que é com que mais trabalho atualmente, sempre esteve presente na minha prática mas nem sempre esteve explicita. Em 2010 quando integrei o colegiado de História na UVA me propuseram o desafios das disciplinas relacionadas à patrimônio e museologia.
A primeira reação foi de receio em relação à museologia e tranquilidade em relação ao patrimônio uma vez que é o tema de minha eleição prática desde as reuniões do PNDA (Programa Nacional de Desenvolvimento do Artesanato/Min.Trabalho) e o meu tempo de bolsista Pró Memória da UnB (1981 ... 83). A museologia foi sempre algo que eu fiz muito mais intuitivamente ao montar exposições do que refletidamente.
Em finais de 2010 tive a oportunidade de entrar em contato com o programa de doutorado da Universidade Lusófona de Lisboa, isso me trouxe um contato breve com o Professor Mário Moutinho e a Professora Cristina Bruno, me despertou para leituras cada vez mais técnicas mas o que realmente fez a diferença prática foi o convívio com o Roberto Galvão e a sua equipe. Simultaneamente recebi duas orientações acadêmicas que me desafiaram tremendamente: a do Professor Fernando Larcher e a do Professor Henrique Coutinho; o primeiro me fez refletir através de um recorte historiográfico formal os conteúdos e as temáticas que já vinha trabalhando mesmo tendo uma abordagem interpretativa que não foge a minha formação em antropologia e história da arte e o segundo dentro de uma reflexão da construção de unidades museológicas e expositivas dentro da Ecomuseologia, muito mais interativo e próximo a preservação de identidades. A teoria e a vivência subjetiva de ser de algum modo consequente em nossas práticas.
Descobri muito por questões que são um compósito de questões culturais e de acessibilidade, boa parte dos alunos tiveram reduzidíssima ou nenhuma experiência de visitação ou frequência a museus, percebi que isso se estendia a outros tipos de equipamentos culturais e que o meu desafio imediato seria dentro da adversidade criar mecanismos de sensibilização. A existência de Museus não significa que estes são ou serão frequentados e isso não era de imediato uma percepção, aos poucos fui compreendendo que quanto mais eu poderia aproximar o meu aluno de História do Museu e do fazer museológico maior seria a oportunidade deste perceber como e quando poderia transformar uma visita de estudo em algo mais do que uma desculpa para sair da sala de aula e criar um instrumento didático através dessa frequência.
A primeira experiência se realizou durante 2 horas no CCH em uma sala de aula onde os alunos tentaram criar um panorama da Devoção religiosa na região criando com isso um mapa e um painel com fotografias e informações, em seguida passamos a ocupar os corredores do Centro de Ciências Humanas durante 2 anos, de lá fomos para a sala multiuso da ECOA onde permanecemos 5 anos, em 2016 fomos para o Centro Cultural Trajano de Medeiros no Campus do CIDAO, de lá fizemos dois eventos nos espaços do Memorial da Educação Superior de Sobral e agora voltamos para o Trajano de Medeiros.
Desta vez são 17 grupos exporem, pensamos em fazer uma mostra de livros publicados pelos professores de História e algo como uma homenagem ao Padre Sadoc com a Cronologia Sobralense.
Desta vez são 17 grupos exporem, pensamos em fazer uma mostra de livros publicados pelos professores de História e algo como uma homenagem ao Padre Sadoc com a Cronologia Sobralense.


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