segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Como chegamos a criar Experiências Museológicas






O tempo passa muito rápido!
As disciplinas de Prática Museológica e Ação Educativa em Museus está na sua terceira versão, já se passaram 5 anos, 10 semestres em que a cada novo momento se faz uma avaliação. Observa-se e dentro de nossos recursos e limitações se tenta adequar as realidades, atender aos desafios, superar impasses, conquistar novos espaços.
As primeiras exposições realizadas aconteceram dentro do espaço do CCH, estávamos em casa e tudo se tornava mais modesto especialmente porque o esforço para esta apresentação se limitava a duas horas.... Dias pensando, reunindo materiais, a pesquisa , a execução de um projeto museológico capaz de ser apresentado com os recursos existentes adequados as realidades de escolas e de alunos. Como a professora da cadeira, acredito que não devemos apresentar o que não somos capazes de realizar, temos que ser realistas frente as nossas aptidões, acreditar no potencial criativo destes que serão os educadores do e para o futuro.
A experiência traz o reconhecimento e a valorização da realidade, preparar uma exposição pequena ou grande e a sua ação educativa é em si mesmo um processo pedagógico de formar públicos, criar a consciência no professor. A educação se faz a todas as horas e em qualquer lugar mas é preciso que nós enquanto agentes destes processos  os conheçamos e os incorporamos em nossas práticas.
Queremos estimular a criatividade, queremos ter uma boa cotação (rating) educativo mas não estimulamos o olhar para além do quadro branco, da sala de aula, dos muros das escolas.
Secretários de Educação, Prefeitos, Diretores de Escolas, Professores, Alunos não devem pacificamente aceitar que não há verba para a visita ao museu, a ida ao jardim,  conhecer o teatro ou assistir uma peça musical, a cultura não é lazer nem divertimento, não é preenchimento de tempos livres, a cultura é a experiência que se transforma em aprendizado, em vida, em consciência.
Hoje sinto muito orgulho como professora, meus alunos, (é claro que nem todos de verdade só por obrigação), aceitaram o desafio e mais uma vez (a segunda), vão ocupar um espaço nobre, digno de seu esforço e criatividade. Experiências Museológicas, ocupará o segundo andar da ECOA, nesta edição serão 22 trabalhos, divididos por quase 90 alunos.
Esta postagem é uma explicação e um convite do que vai acontecer.
Março dia 2, 2016.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Experiencias Museológicas


Experiencias Museológicas 2015 

Trabalhos Finais



A prática da Museologia é na verdade a prática da apresentação do conhecimento e o laboratório de sua democratização.
O espírito que desejamos multiplicar é esse onde o conhecimento e sua divulgação somam-se a criatividade e ao reconhecimento de meios e recursos para apresentar ao maior número possível de pessoas o 'recado' que temos a dar. 
Inauguramos com a exposição Experiências Museológicas uma nova fase das disciplinas de Museologia do Curso de História da UVA; resultante da avaliação conjunta de que a ação disciplinar  deve sair dos muros restritivos da academia e que o esforço empregue para a apresentação de trabalhos em equipe no final de cada disciplina merece ser visto, resolvemos procurar a Escola de Comunicação Ofícios e Artes (ECOA). A ECOA tem sido nossa parceira em muitos desafios, apoiando-nos de todas as formas e desta vez disponibilizando o espaço físico condigno para abrigar as exposições e as tornar acessíveis a todos os públicos.
Será apresentado um conjunto de aproximadamente 20 “mini-exposições” organizadas em três grandes grupos: A Cultura Popular; A Musica; A Estética. Os grupos originários das Disciplinas de Prática Museológica (3º período) e Ação Educativa em Museus (4º período), apresentam assim os seus trabalhos expostos em duas salas do piso superior da ECOA e no Atelier Livre (piso térreo). 
Este ano está sendo dado destaque à música popular e seu papel frente a resistência política. 

Realização:
Universidade Estadual Vale do Acaraú
Curso de História
Disciplinas de Prática Museológica
Ação Educativa em Museus

domingo, 27 de abril de 2014

VI Visualidades

O VISUALIDADES agora tem outro formato, desde 2013 passamos a dividir o evento em dois momentos; o primeiro é claramente acadêmico e tem como função trazer a reflexão pertinente a respeito de posturas e questões teóricas da antropologia visual e principalmente de tudo que se relaciona com a relação estreita e complexa da produção de textos visuais, pesquisa e comunicação.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mato Branco

A observação da natureza, sua recriação e transformação em arte é parte de um processo que pode parecer simples mas que tem nuances de complexidade que geram admiração, espanto, reconhecimento.


Roberto Galvão, expõem na Galeria José Guedes em Fortaleza uma série de monotipias, desenhos à nanquim, aguarelas e pinturas sobre tela. O que surpreende a qualquer artista ou pessoa mais próximo à produção de artes plásticas é o fato de entre as quatro técnicas e os trabalhos expostos, sermos incapazes de perceber maior domínio de uma técnica sobre a outra ou de entre os trabalhos haver um que se destaque como elemento de cristalização de um processo. Admito que em todos os anos que tenho visto, frequentado e ocasionalmente apresentado exposições foi rara a vez em que esta homogeneidade de produção se revelou de modo tão claro e principalmente em se tratando de técnicas tão diversas. O artista revela a maturidade em todos os sentidos de sua produção artística e a verdadeira maestria de quem frente ao desafio em branco se debruça com prazer.

Mato Branco, é a criação de uma natureza que se torce e retorce que ora parece ser vida, entranhas, órgãos vitais, ora nos remete ao sertão e a vida agreste onde a flor se protege com espinhos e a rudeza da sobrevivência se alia a beleza silenciosa da esperança. A dialéctica de caules e frutos, entre folhas e espinhos poderá nos induzir à reflexões de ordem filosófica sobre as intempéries e os processos de luta do homem na natureza e da natureza do sertão. Vejo em Mato Branco uma interpretação recoberta de realismo da vida, fala-me de tudo que vejo e ouço das pessoas, nos noticiários, que observo quando saio estrada à fora para tentar me encontrar com o que imagino ser o real… Mato Branco está em meu quintal, entre as flores do meu jardim que lutam dioturnamente para sobreviver no calor e na falta constante de água e humidade, está também na busca de cada um de nós frente a desafios e impedimentos…

O que Roberto Galvão nos oferece é o que a arte deve sempre oferecer de modo quase ideal: a oportunidade de ao contemplar, fruir, trazer à superfície os sentimentos as vezes contraditórios, o reconhecimento de algo que está para além de nós.

domingo, 26 de maio de 2013

V Visualidades

Sobral já está vivendo o processo do V Visualidades, desta vez iniciamos em Maio, não só os mini curosos maas a pensar e fazer a crítica e a auto crítica. O Fórum das Artes Visuaus associado ao evento deste ano trouxe alguns resultados importantes:
1. A mobilização dos artistas e produtores intelectuais de Sobral e da Região Norte do Estado do ceará, necessita de uma intensificação, o diagnóstico é de que uma desmotivação geral a qual não se consegue definir a causa real. A medida que se vai tomar é a de criar meios pelas vias da comunicação virtual e dos contatos face a face para dinamizar o coletivo.
2. Há um desconhecimento generalizado a cerca dos meios e fundos de financiamento para as artes visuais de um modo geral, iremos buscar a formação necessária para usarmos os dispositivos e as verbas que estão destinadas à Cultura e aos Audio Visuais.

O Atelier Livre coordenado que está instalado na ECOA será um espaço alternativo de encontro e mobilização para a criação e o debate.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

IV Visualidades

O Edital já está no site do LABOME /UVA!
Este ano o Visualidades vai contar com a participação do Chicolo Gianni Bossio de Roma, vamos receber pelo menos três documentários feitos pelo Prof. Alesandro Portelli e seus colaboradores.