
A elaboração deste Blog agora irá refletir a respeito das questões que desenvolvemos no Grupo de Estudo de Museologia, Arte e Patrimônio da Universidade Estadual Vale do Acaraú, é claro que as vivências relativas à trabalhos exposições vão surgir com a participação dos meus colaboradores que cada vez são mais preciosos. GEMAP/UVA Coordenação Regina Raick Vinculado ao Curso de História
quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Visualidades e Ecos Visuais: uma avaliação…

As duas exposições que tiveram como ponto central o apresentar aos mais diversos públicos possíveis os trabalhos realizados em Sobral não só por alunos do Centro de Ciências Humanas e em especial os de Ciências Sociais e os alunos participantes dão Projecto de Oficina Escola de Artes e Ofícios de Sobral foi marcado pelo companheirismo, integração de equipas, a troca de informações saberes e ideias … foi acima de tudo a vivência de trabalhar em equipa onde se experimentou verdadeiros exemplos de reciprocidade.
Cheio de pequenos problemas de organização especialmente no que deveria ter sido um evento sincrónico: o Visualidades dentro do espaço da Universidade Estadual Vale do Acaraú e o evento ampliado dentro do âmbito Municipal através da Secretaria e Cultura, o Ecos Visuais mas um, passamos a ter provas de perseverança de todas as partes frente a um projecto que passou a ser um ponto de honra para todos. Como todos os empreendimentos desta monta, especialmente o Ecos Visuais que se realizou tardiamente entre os meses de Dezembro e Janeiro na Casa de Cultura, sentimos um desgaste pelo adiamento contínuo o que levou a um distanciamento significativo dos jovens do Projecto de Oficina Escola, estes eram no caso de minha participação em especial, o foco de meu maior interesse. Avaliação em momentos como este não é necessariamente o resultado estético da mostra que com a colaboração preciosa da equipe de iluminadores do Teatro São João resultou de modo a dar dignidade a tudo que ali foi exposto com igual tratamento. Não deve ser avaliada a qualidade artísticas das obras em si, uma vez que estas em 80% dos casos representavam a primeira vez que estas pessoas tinham usado este materiais e vivenciado a possibilidade de apresentarem publicamente os seus resultados, mas se essa avaliação fosse de facto importante teríamos que reconhecer que dados os contextos estavam frente a trabalhos que têm mérito próprio e um conjunto que poderia facilmente ser deslocado do seu contexto que mesmo assim, manteria sua dignidade estética e os seus valores intrínsecos de manifestações artísticas.
A exposição foi dividida em cinco grandes contextos: o primeiro o da experimentação de materiais e formas realizado com os alunos do Projecto Oficina Escola; o segundo a realização e a colocação de dois grandes murais abstractos com 20m de extensão por 1.60m que foram apresentados como elementos de uma instalação com os ‘discursos’ gestuais de dois grupos de jovens, um sobre as questões relativas ao aquecimento global e a preservação do meio ambiente e o segundo sobre a Liberdade de Expressão, a diferença e a violência a que estão todos expostos; o terceiro contexto diz respeito a Antropologia Visual, os recursos fotográficos e os meios de exposição/instalação onde a relação académica (reflexão e investigação) se constituiu em elemento de aliança para gerar um terceiro referencial que é o da aproximação de qualquer público (preparado ou não) para reflectir sobre o que se descreve; em contrapartida o quarto contexto se fez com a reunião de um conjunto de fotografias realizadas durante uma oficina de linguagem fotográfica para um público heterogéneo que resultou em uma experiência de descoberta de linguagens artísticas com este meio e a reeducação do olhar sobre a cidade; por fim, dentro desta mesma óptica foram apresentados uma série significativa de vídeos produzidos tanto no âmbito da universidade em um projecto associado ao Laboratório de Oralidade e Memória (LABOME) quanto a um da Secretaria de Cultura de orientação de vídeos amadores. Os cinco contextos foram articulados de modo a apresentarem-se uns aos outros estabelecendo verdadeiros diálogos onde o mote se fazia tanto por parte do exercício diferenciado de construção de linguagens, pela exploração e quanto pela apresentação das realidades ali expostas explícita ou implicitamente.
A grande lição no entanto se fez com a vivência de momentos de reciprocidade onde alunos, professores, instrutores e funcionários compartilharam suas experiências em relações de igualdade e não de solidariedade como normalmente acontece. Cabe aqui uma pequena reflexão sobre esta parte. A reciprocidade ao contrário da solidariedade tão em voga é o estabelecimento de relações de iguais onde não temos a constituição de hierarquias e onde a relação é de troca por paridade. O que isso difere de um acto solidário? A solidariedade implica necessariamente em uma das partes sendo detentora de algo que é necessário para o outro; nesta relação o actor que tem um papel dominante irá ‘benignamente’ oferecer ao que não tem esta parte. A solidariedade portanto, é muito mais um exercício de poder “misericordioso” dentro da ‘boa’ tradição cristã de relação de poder e/como pecado do que uma de exercício real de humanitarismo. Acredito que a fora as ideologias o que tendemos a desejar para o mundo é um espírito cada vez mais de reciprocidade mesmo que o estabelecimento deste seja para um mundo marcado pelo individualismo exacerbado algo nada mais que um referencial utópico.
Ainda bem que podemos ter pequenas práticas de utopia.
sábado, 30 de outubro de 2010
II Visualidades Inscrições adiadas
O II Visualidades que ocorrerá entre os dias 17 a 30 de Novembro de 2010, teve a sua inscrição prorrogada até o dia 3 de Novembro de 2010.
domingo, 24 de outubro de 2010
Novos desafios.

Foto: ensaio 29 Visualidades C, RRaick, 2010.
Toda imagem é fruto de um processo de criação e reflexão, o que temos acima foi apenas um dos muitos ensaios para se chegar aquilo que está sendo usado como a identidade Visual do Blog.
Entre momentos de profunda incoerrência, vejo-me colaborando com a segunda edição do Visualidades... acredito que poderemos transformar a Antropologia Visual em mais que uma 'curiosidade'.
Aos alunos de 2005 que fizeram a cadeira comigo solicito que enviem seus trabalhos daquela época, eles merecem ser vistos.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Regressos
A vida nos reserva surpresas nem sempre agradáveis mas sempre surpresas devido ao inusitado ou ao inesperado. Regressar a Sobral nos primeiros dias de Setembro é uma dessas ocasiões.
O que aprendi?
Não se deve confiar na boa vontade e na integridade de todos, no mundo da competição há sempre quem esteja pronto para gerar polémicas e prejuízos aos outros mesmo que não venham a se beneficiar directamente com isso. O nome que se dá a esse fenómeno é inveja, olho gordo, pura maldade mesmo.
Mas o que se aprende? De cada desafio retira-se uma lição e mais raramente quando nos fazem/tentam nos fazer mal o que se deve fazer é enfrentar com espírito leve e buscar opções, alternativas, soluções. O resultado para mim tem sido sempre dar um passo adiante com a certeza de que a resposta virá do meu próprio esforço, mesmo quando me sinto derrotada como agora sei que o melhor para mim ainda virá.
Assim retornei a Sobral triste por não ter realizado os objectivos de minha viagem, feliz por rever ex-alunos; contente por ter conhecido melhor com quem trabalho mesmo que com isso tenha perdido muito; esperançosa em relação ao futuro e ao que ainda posso vir a fazer.
Esta 'postagem' está em rascunho a mais de uma semana, os meus sentimentos não mudaram, ao contrário percebo que afirmam-se meus sentimentos e infelizmente trabalharei para gerar uma distância cada vez maior baseada na coerência absoluta de princípios e acções, na ética mais rudimentar de procedimentos que já não são mais ideológicos mas regulamentares/regimentais.
Professores que marcaram a minha vida independente de cores e viêses políticos, me ensinaram uma lição em comum: o acto de ensinar é uma forma de vida, é ser e estar. Não é ganhar, cavar, obter... confundem essa noção com a de sacerdócio, será também mas não assim é na verdade o compromisso assumido por cada um de nós ao reger uma classe de buscarmos sempre construir o conhecimento, abrir caminhos para que outros o persigam para além de nós e apesar de nós... é realmente acreditar que através do conhecimento oferecido aos outros estaremos contribuindo para um mundo de algum modo mais consciente, íntegro do qual podemos nos sentir orgulhosos de pertencer ... Não me sinto assim neste momento apesar de meus esforços. A verdade no entanto é que continuarei a trabalhar para essa utopia como o fizeram cinco gerações antes de mim.
Enviei uma carta de 'indignação pessoal', nela afirmei que o doutorado que deveria defender estava irrevogavelmente comprometido tendo como consequência a sua não defesa, é irónico não acreditaram. Mais irónico é perceber que as pessoas não entendem quando alguém avisa, acham que é ameaça ou chantagem. Eu faço o que digo e assumo as consequências.
Em fim retomarei este Blog com outro espírito atendendo a outros interesses que não necessariamente da instituição a que pertenço.
O que aprendi?
Não se deve confiar na boa vontade e na integridade de todos, no mundo da competição há sempre quem esteja pronto para gerar polémicas e prejuízos aos outros mesmo que não venham a se beneficiar directamente com isso. O nome que se dá a esse fenómeno é inveja, olho gordo, pura maldade mesmo.
Mas o que se aprende? De cada desafio retira-se uma lição e mais raramente quando nos fazem/tentam nos fazer mal o que se deve fazer é enfrentar com espírito leve e buscar opções, alternativas, soluções. O resultado para mim tem sido sempre dar um passo adiante com a certeza de que a resposta virá do meu próprio esforço, mesmo quando me sinto derrotada como agora sei que o melhor para mim ainda virá.
Assim retornei a Sobral triste por não ter realizado os objectivos de minha viagem, feliz por rever ex-alunos; contente por ter conhecido melhor com quem trabalho mesmo que com isso tenha perdido muito; esperançosa em relação ao futuro e ao que ainda posso vir a fazer.
Esta 'postagem' está em rascunho a mais de uma semana, os meus sentimentos não mudaram, ao contrário percebo que afirmam-se meus sentimentos e infelizmente trabalharei para gerar uma distância cada vez maior baseada na coerência absoluta de princípios e acções, na ética mais rudimentar de procedimentos que já não são mais ideológicos mas regulamentares/regimentais.
Professores que marcaram a minha vida independente de cores e viêses políticos, me ensinaram uma lição em comum: o acto de ensinar é uma forma de vida, é ser e estar. Não é ganhar, cavar, obter... confundem essa noção com a de sacerdócio, será também mas não assim é na verdade o compromisso assumido por cada um de nós ao reger uma classe de buscarmos sempre construir o conhecimento, abrir caminhos para que outros o persigam para além de nós e apesar de nós... é realmente acreditar que através do conhecimento oferecido aos outros estaremos contribuindo para um mundo de algum modo mais consciente, íntegro do qual podemos nos sentir orgulhosos de pertencer ... Não me sinto assim neste momento apesar de meus esforços. A verdade no entanto é que continuarei a trabalhar para essa utopia como o fizeram cinco gerações antes de mim.
Enviei uma carta de 'indignação pessoal', nela afirmei que o doutorado que deveria defender estava irrevogavelmente comprometido tendo como consequência a sua não defesa, é irónico não acreditaram. Mais irónico é perceber que as pessoas não entendem quando alguém avisa, acham que é ameaça ou chantagem. Eu faço o que digo e assumo as consequências.
Em fim retomarei este Blog com outro espírito atendendo a outros interesses que não necessariamente da instituição a que pertenço.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Dialogos de Longe.. de fato
A expectativa de que este Blog fosse para manter contacto a distância com todos é agora uma realidade. Como sabem estou em Pinhel, isto é em Portugal na cidade e na casa original de minha família situada na cidade de Pinhel na Beira Alta muito próxima da Serra da Estrela.
Ao longo das próximas semanas estarei fazendo ajustes e revisões no trabalho que apresentei na Universidade Nova de Lisboa para obtenção do título de Doutora... coisas de academia (propositadamente com letra minúscula).
Aos alunos de Projeto 1 solicito que enviem seus endereços para que possa começar a fazer o envio do material, quanto aos demais alunos espero que façam o mesmo ou seja escrever para que possamos dar início aos nossos trabalhos.
Ao longo das próximas semanas estarei fazendo ajustes e revisões no trabalho que apresentei na Universidade Nova de Lisboa para obtenção do título de Doutora... coisas de academia (propositadamente com letra minúscula).
Aos alunos de Projeto 1 solicito que enviem seus endereços para que possa começar a fazer o envio do material, quanto aos demais alunos espero que façam o mesmo ou seja escrever para que possamos dar início aos nossos trabalhos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
